Chegou
ao fim a jornada do herói que iniciou uma solitária jornada em torno de nomes
desconhecidos em uma caderneta e acabou dando uma abertura para todo um
universo que trouxe heróis, heroínas, super-heróis, super-heroínas, vilãs e vilões
com poderes e sem poderes, mas com tecnologias perigosas. Isso se deu com a criação
do tão conhecido Arrowverso, que é o universo compartilhado da DC Comics
na televisão através do Canal Warner (Chanel Warner ou sua sigla CW), que
iniciou com a série Arqueiro (Arrow) no ano de 2012 e deu sequência
através dos spin-offs de Flash e Lendas do Amanhã (Legend Of
Tomorrow) e em seguida com as aquisições das séries Supergirl
(originalmente da emissora CBS) e recentemente de Raio Negro (Black
Lightning).
Durante
sete temporadas Oliver Queen tentou evoluir do seu início como justiceiro para
se tornar um herói iniciando uma solitária jornada, que ao longo dos episódios
foram tendo boas aquisições que trouxeram mais evolução para a série, contando
com enredos controversos que as vezes agradavam algumas pessoas e não agradavam
outras. Tivemos as tentativas de envolvimentos do protagonista com algumas
mulheres até chegar em sua real relação de amor, Felicity Smoak (incrivelmente interpretada
pela atriz canadense Emily Bett Rickards), fazendo que deixássemos nosso lado “fãboy”
das HQs, onde o real interesse do arqueiro era a Canário Negro de Laurel Lance,
para torcermos pelo casal “Olicity”. Nessas sete temporadas, junto com
os crossovers, temos então a inteiração de Oliver com demais personagens de
outras séries em aventuras anuais que o faziam não apenas salvar sua cidade e,
agora, também, o planeta e até o multiverso, como pudemos acompanhar no último crossover
que iniciou em dezembro de 2019 e se encerrou em janeiro de 2020 com a Crise
nas Infinitas Terras, que serviu também como encerramento do arco do protagonista
da primeira série que deu origem ao universo compartilhado da DC.
Chegamos
então na oitava e última temporada de Arrow, na qual sete episódios são
uma homenagem às sete temporadas anteriores, nos proporcionando uma ótima
nostalgia e nos agraciando com o retorno de personagens que fizeram parte das
estórias do nosso herói e sua equipe, conhecida como Time Arqueiro (Team
Arrow). O episódio oito nos coloca no quarto episódio do crossover Crise
nas Infinitas Terras e o nono episódio nos situa no ano de 2040, com o possível
spin-off Arqueira-Verde e as Canários (Green Arrow and the Canaries).
Mas acredito
que a mais difícil para os roteiristas foi o décimo e último episódio. Como
encerrar o arco do Arqueiro-Verde e dar um precioso enredo final para terminar
a série sem ter o protagonista na estória, considerando que ele estava morto? E
a equipe técnica foi lá e mostrou do que era capaz, nos maravilhando com um emocionante
e empolgante fechamento para todas as personagens e ainda conseguindo realizar
um digno e tão aguardado final feliz ao casal da série. O interessante deste
último episódio foi também o resgate de um importante elemento que perdurou por
muito tempo no show, até a quinta temporada, o flashback, que mostrava o
que acontecia no passado de Oliver Queen enquanto era considerado morto no
momento em que se passava a estória na atualidade do episódio.
Parabéns
a todos e todas que se envolveram nessas oito temporadas e que essas pessoas
tenham muito sucesso nos novos projetos aos quais estão se engajando.
Jéferson Cristian
PAMPA NERD

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