sábado, 30 de maio de 2020

SEM PODERES EM UM MUNDO COM SUPERPODERES



       Já imaginaram como seria viver em um mundo onde existem super-heróis e super-heroínas defendendo a nossa humanidade de seres que tentam fazer o mal contra as pessoas em geral? Seria muito tri, né? Mas já pararam para pensar que para todo o herói tem um vilão a sua altura? Se não é com compatibilidade de superpoderes é por tecnologias altamente avançadas para se igualar a seu oponente. Em Batman Vs Superman: a Origem da Justiça até temos a visão de Bruce Wayne na luta do filme anterior Homem de Aço, onde os dois kriptonianos causam destruição e mortes por conta da batalha que estão travando. Temos também o General Ross, em Capitão América: Guerra Civil, mostrando aos Vingadores cenas de suas batalhas que causaram medo nas pessoas pelo mundo tem ao viver em um planeta onde pessoas com superpoderes e alienígenas existem.

            Com um olhar destes a DC, em parceria com a emissora de televisão NBC e Warner Channel, lançou em fevereiro de 2017 a série Powerless, na tradução livre Sem Poderes. Como primeira obra televisiva da produtora no gênero da comédia, Powerless conta a estória de Emily Locke, uma jovem que tem o cargo de Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Wayne Security, uma subsidiária da Wayne Enterprises, que se especializou na produção de equipamentos de proteção para pessoas comuns que presenciam as épicas batalhas entre super-heróis e vilões. Emilly coordena uma equipe de criadores destes equipamentos, criando uma amizade entre eles e tendo ainda que aturar os desmandos do seu chefe, Van Wayne, primo de Bruce Wayne. A estória se passa em paralela aos quadrinhos e para fãs de east-eggers acaba sendo um programa que chama muita atenção quanto a isso. Mas com baixos recursos e com um elenco que não agradou o público e nem as produtoras envolvidas, o programa teve sua primeira e única temporada cancelada em 11 de maio do mesmo ano, na qual a emissora nem sequer passou os três últimos episódios, que foram transmitidos a partir do dia seguinte pela emissora TVNZ OnDemand, na Nova Zelândia. Pontos positivos: a abertura do programa, que mostra cenas dos super-heróis nas HQs e dentre as pessoas que aparecem nos desenhos estão inseridos as personagens do show e as reflexões sobre questões que temos na vida real em relação de como é ser um super-herói ou de imaginar se estes tem uma vida secreta ou não quando não estão em atos heroicos.

            Mesmo assim a série foi interessante em nos trazer o olhar de como é ser uma pessoa comum, sem poderes ou acesso a recursos tecnológicos e com alto avanço de treino em lutas, vivendo em um universo onde seres alienígenas, atlantis, velocistas, amazonas, dentre outros, estão sempre entre a infinita batalha entre o bem e o mal.

 

Jéferson Cristian

Pampa Nerd


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